Aula de Haddad na Unicamp tem confusão e briga; VÍDEO
02/07/2026
(Foto: Reprodução) Aula de Haddad na Unicamp tem confusão e briga; VÍDEO
A aula magna de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, terminou em confusão na noite desta quinta-feira (2). O evento, realizado na Unicamp, foi interrompido por uma briga entre participantes e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
Os manifestantes do MBL foram retirados do local pelos seguranças. Em alguns momentos, houve troca de socos entre os grupos (assista ao vídeo acima).
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O encontro, que debatia os desafios econômicos do Brasil, começou por volta das 19h no Teatro de Arena. O tumulto teve início quando pelo menos dois membros do MBL interromperam as falas. A organização do evento informou que os homens foram retirados do campus. Não há registro de feridos.
A universidade classificou a interrupção como inaceitável. Em nota, a instituição defendeu o pluralismo de ideias e repudiou as agressões.
O Partido dos Trabalhadores (PT) disse em nota que repudia "os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema-direita contra o pré-candidato ao governo ao estado de SP".
Aula de Fernando Haddad na Unicamp tem registro de confusão e briga nesta quinta-feira (2)
Gabriel Pitor/g1
Retomada da aula
O Teatro de Arena estava lotado, em sua maioria, por apoiadores do petista. Durante a confusão, Haddad chegou a dizer ao público que não havia entendido o que os manifestantes gritaram.
Após a saída do grupo, o pré-candidato concluiu seu discurso e afirmou estar pronto para a disputa eleitoral.
"Eu estou treinando, estou fazendo treinamento, estou exercitando cabeça, corpo, para fazer uma bela campanha, para a gente fazer um belo debate. Disputa para valer com as ideias que a gente defende. E vamos ganhar de qualquer jeito. De um jeito ou de outro, com uma campanha bonita leva a gente à vitória. Beijo, Unicamp", disse.
Haddad deixou o evento logo depois, sem falar com a imprensa. Na saída, apoiadores gritaram "fora, Tarcísio".
Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, durante aula magna na Unicamp, nesta quinta-feira (2)
Gabriel Pitor/g1
Versão do MBL
O g1 conversou com um dos integrantes do MBL. Ele alegou que a ação na universidade foi um protesto contra uma suposta campanha eleitoral antecipada e disse ter sido agredido por participantes do evento.
A Polícia Militar informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".
O g1 procurou a assessoria do ex-ministro para comentar o episódio, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O que diz a Unicamp
"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania."
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